Medicina Alternativa | Conheça 3 plantas que ajudam na cicatrização

Pode parecer um conselho da época de sua vó, porém a medicina alternativa e suas ervas medicinais são as vezes até mais potente que alguns fármacos. 

Observação: Todas as informações nesta matéria não excluem a visita e indicação de um médico. 

O uso de produtos naturais em dermatologia está se tornando cada vez mais comum devido à crescente resistência de bactérias aos antibióticos sintéticos. Os princípios ativos das plantas medicinais tornam-se nova opção como antissépticos e antimicrobianos (Weckesser et al., 2007).





Na definição da Organização Mundial da Saúde (OMS) a medicina alternativa é “um conjunto amplo de práticas de atenção de saúde que fazem parte da própria tradição do país e estão integradas no sistema sanitário principal”.

Foram selecionadas 5 plantas de uso tópico e ingestão oral que auxiliam no processo de cicatrização da pele, e são elas: 


Alecrim

Nome Científico: Rosmarinus officinalis.

Família: Labiatae (Lamiaceae).

Outros Nomes Populares: alecrim-comum, alecrim-de-casa, alecrim-de-cheiro, alecrim-de-horta, alecrim-de-jardim, alecrim-rosmarinho, erva-cooada, erva-da-graça, flor-de-olimpo, rosa-marinha, rosmarinho, rosmarino. 

São usadas para: Distúrbios circulatórios, como antisséptico e cicatrizante; Oral: dispepsia (distúrbios digestivos).

Princípios Ativos: α-pineno, 1,8-cineol, cânfora e β-mirceno.

Modo de uso: Chá das folhas (60 g para 1 litro de água).

Uso oral: Tomar 1 a 2 xícaras de chá por dia.

Para uso tópico: Aplicar no local afetado duas vezes ao dia. Fazer compressa local.

Contra indicação: Não deve ser usado em pessoas com gastroenterites, histórico de convulsões e em gestantes. Doses acima das recomendadas podem causar nefrite e distúrbios gastrintestinais. Não usar em pessoas alérgicas ou com hipersensibilidade ao alecrim.

Foto divulgação | Pinterest


Babosa

Nome Científico: Aloe vera.

Família: Liliaceae.

Outros Nomes Populares: aloé, babosa, babosa-grande, babosa-medicinal, erva-de-azebre, caraguatá, caraguatá-de- jardim, erva-babosa, aloé-do-cabo. 

Usos: Possui ação cicatrizante, antibacteriana, antifúngica e antivirótica. 

É preparado na forma de gel, aplicando nas áreas afetadas 1 a 3 vezes por dia.

Coleta e Conservação: Cortar as folhas frescas na base e colocar em um recipiente para escorrer o suco amarelo, que deve ser seco ao sol. Durante a secagem, a sua cor se altera de amarelo para vermelho para, quando secar, ficar escura. O bloco formado deve ser armazenado em vidros fechados. Após a extração do suco amarelo, retirar a casca da folha e a polpa branca deve ser fatiada e colocada em uma vasilha de louça ou vidro. Guardar ao abrigo da luz solar, calor, pó e umidade, ou em geladeira.

Princípios Ativos: Glicosídeos antraquinônicos (em especial a aloína); mucilagem constituída de um polissacarídeo de natureza complexa, o aloeferon; taninos.

A mucilagem composta de um polissacarídeo de natureza complexa (aloeferon) possui atividade fortemente cicatrizante. O aloeferon em conjunto com as antraquinonas forma um complexo com ação antimicrobiana sobre os tecidos afetados.

Contra indicação: Não ingerir altas doses, pois ela possui uma série de compostos antraquinônicos que possuem alta toxicidade quando ingeridos em excesso. Dentre os males de não utilizar o produto corretamente está á nefrite aguda, pela ingestão maior que o recomendado provocando intensa retenção de água. 

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Confrei


Nome Científico: Symphytum officinale L. 

Família: Boraginaceae.

Outros Nomes Populares: consolida, consólida-maior, consólida-do-cáucaso, erva-do-cardeal, língua-de-vaca, orelha de vaca, orelha-da-burro, orelha-de-asno, leite- vegetal-da-rússia, confrei-russo, leite-vegetal, capim- roxo-da-rússia, erva-encanadeira-de-osso. 

Indicado como: Cicatrização, equimoses, hematomas e contusões.

Modo de uso: Extrato das raízes, através de pomadas. 

Plantação: Se adapta em solos pouco ácidos, ricos em matéria orgânica e bem drenados, com iluminação à meia-sombra.

Princípios Ativos: Carotenos, taninos, açúcares, saponinas esterólicas e triterpênicas, esteróis e triterpenos livres, os ácidos clorogênico e cafêico, mucilagem, alantoína, ácido galotâncio, proteínas, colina, glicosídio (consolidina), ácido oleanólico e mais de uma dúzia de alcaloides pirrolizidínicos (principalmente sinfitina, equimidina, elicopsamina, senquirquina e sinfitocinoglossina).

Contra indicação:  A Anvisa restringe o tempo de tratamento com o extrato das raízes de Confrei para no máximo 4 a 6 semanas por ano. Deve ser utilizado apenas em uso tópico, em lesões localizadas. Alguns resultados de ensaios farmacológicos registram que o extrato aquoso das folhas possui atividade inibitória do desenvolvimento de tumores mamários. Entretanto, seu uso interno por doses altas e/ou por tempo prolongado pode ocasionar o aparecimento de tumores malignos no fígado, nos brônquios ou na bexiga.
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Medicina Alternativa | Conheça 3 plantas que ajudam na cicatrização Medicina Alternativa | Conheça 3 plantas que ajudam na cicatrização Reviewed by Natali Lourenço on 06:25 Rating: 5

4 comentários:

  1. Oi Natali!

    Muito bom o seu post. Já havia tinha ouvido falar que a Babosa é ótima pra cicatrização, mas nunca testei, já as outras eu não sabia.

    Muito boa a dica

    Beijos
    Estou seguindo teu blog por aqui, gostei muito dele.

    https://garotadoscremes.blogspot.com/

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  2. A babosa ue já sabia que era cicatrizante, já as outras duas não. Muito bom saber disso, ótima dica! ^^
    Bjks!

    Mundinho da Hanna

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  3. Que post maravilhoso, há quem desacredite do poder da medicina alternativa, eu já sou super a favor, e assim como medicamentos farmacêuticos ela deve ser usada com cautela.
    Dessas ervas que você apresentou eu não conhecia o Confrei, valeu pela informação!

    Beijocas;
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  4. Adoro indicações de plantas medicinais, estou usando a babosa no joelho.
    Faço massagem com a babosa curtida no álcool.
    Bjinhos,
    www.prosaamiga.com.br

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